Para 2019 a CBRE prevê que o investimento em imobiliário de rendimento mantenha-se elevado, em termos históricos, apesar de se antecipar uma queda relativamente a 2018, ano em que se verificou o maior volume transacionado de sempre. A falta de produto de rendimento deverá impulsionar o investimento em imóveis para promoção, cujo montante deverá exceder o observado no ano anterior.

No mercado de escritórios, a escassez de novos espaços irá perdurar ao longo de 2019, nomeadamente em Lisboa, e vai refletir-se, na subida das rendas prime e, num decréscimo da área ocupada. Paralelamente, prevê-se um aumento de contratos de pré-arrendamentos nos novos projetos que irão arrancar. A oferta e procura de espaços flexíveis vai continuar a crescer.

O crescimento do comércio online e a mudança nos hábitos de consumo vão continuar a implicar mudanças no comércio físico, nomeadamente uma racionalização da rede e aumento da área da loja, assim como a diversificação de usos nos centros comerciais. Verifica-se um renascimento do comércio tradicional e de conveniência e um aumento das rendas no comércio de rua.

Também no mercado logístico os espaços escasseiam, em Lisboa e no Porto, e a falta de oferta irá condicionar a ocupação, prevendo-se uma redução relativamente a 2018. A conversão de antigas instalações fabris junto aos grandes centros urbanos são uma oportunidade face à crescente procura por parte de empresas de pequena e média dimensão e da logística urbana.

O mercado de habitação deverá continuar a evidenciar um crescimento da procura ao longo de 2019, com os compradores nacionais a ganhar um maior peso relativamente aos estrangeiros. Em Lisboa, a oferta nova irá aumentar apesar de ainda ser muito inferior à procura. O preço médio da cidade deverá começar a descer com a esperado inicio da construção e comercialização de uma quantidade relevante de apartamentos em áreas menos centrais da cidade.

No setor turístico, à semelhança do verificado em 2018, deveremos assistir a uma nova estabilização da procura hoteleira. Em Lisboa, a atual taxa de ocupação elevada e a falta de capacidade do aeroporto condicionam o aumento da procura, e deverão refletir-se numa subida do preço médio quarto. Contudo, prevê-se um crescimento mais acentuado da oferta, tanto em Lisboa como no Porto, com a abertura de um maior número de quartos e a entrada de diversas marcas internacionais.