Em Portugal, os centros comerciais estão de boa saúde e recomendam-se. Apesar de terem atingido a maturidade, não se prevendo nenhum novo projeto com dimensão para os próximos anos, estão a saber reinventar-se, antecipando tendências e criando uma relação de maior envolvimento com os visitantes.



Ao contrário daquilo que está a acontecer nos Estados Unidos, onde se têm verificado o encerramento de diversas superfícies, em Portugal, os centros comerciais estão de pedra e cal e prometem atrair ainda mais visitantes. A recente expansão e remodelação dos diversos espaços, com uma nova oferta de lojas, serviços, praças de restauração, espaços de lazer e experiências são exemplos disso mesmo. Trata-se de uma nova geração de centros comerciais que pretendem, antes de mais, ir ao encontro das necessidades e das mais recentes tendências de consumo inteligente.

Em 2017, inauguraram-se em Portugalos últimos centros comerciais desta era. Segundo o estudo desenvolvido pela CBRE, Tendências do Mercado Imobiliário 2018, este ano irá continuar o processo de remodelação e/ou expansão de diversos centros comerciais em todo o território nacional, nomeadamente na restauração, combinando um estilo mais tradicional com novos conceitos de espaços gourmet, conferindo uma atmosfera de autenticidade aos ambientes. A renovação, o reposicionamento e as iniciativas de inovação – nomeadamente no que diz respeito a uma crescente integração do comércio eletrónico com o físico – vão marcar a atividade dos centros comerciais nos próximos anos.

De acordo com um estudo realizado pela CBRE Portugal, nos Estados Unidos da América, ao longo de 2017, foram muitos os centros comerciais que fecharam portas, apesar da conjuntura económica favorável. Estes encerramentos ficam a dever-se ao elevado número de centros comerciais daquele mercado, à sua antiguidade e incapacidade de se renovarem. Mas não só. Nos Estados Unidos o comércio eletrónico tem tido um crescimento exponencial ao longo da última década.

As vendas online já representam 23% do total das vendas, colocando o país em segundo lugar no ranking de países com maior penetração do comércio eletrónico, logo a seguir ao Reino Unido. Apesar de já ser elevado, esse número continua a crescer cerca de 17% ao ano.

 

Espaços de cara lavada e com uma alma nova

2017 ficou marcado pela remodelação de vários centros comerciais, sob gestão da CBRE, sempre com o objetivo último de melhorar a experiência dos visitantes. Exemplo disso é o Nosso Shopping, em Vila Real, que inaugurou uma nova praça de restauração, com diferentes áreas, customizadas para se adaptarem aos diversos estilos de consumidor. E porque um centro comercial é também um espaço de convívio, tanto para graúdos como para miúdos, foi introduzido um novo conceito de espaço infantil, com áreas diferenciadas e um escorrega de seis metros com zonas adjacentes totalmente remodeladas. Por seu lado, o Alameda Shop & Spot, no Porto, e o Alma Shopping, em Coimbra, também renovaram a sua identidade. As novas praças de restauração, “Páteo” e “A Cantina”, respetivamente, contam agora com uma nova imagem, dispondo de espaços mais ergonómicos e contemporâneos.

Este ano, a CBRE também já levou a cabo várias iniciativas inovadoras no setor dos centros comerciais e que vão ao encontro das novas tendências de mercado. Entre elas, o “Algarve Chef Experience”. O Algarve Chef Experience chega ao MAR Shopping pela mão da CBRE, responsável pela comercialização em exclusivo da área de F&B do MAR Shopping Algarve, o novo projeto da IKEA Centres com 42.000 m2 no concelho de Loulé. Este espaço conta com a presença de quatro chefs que criaram o seu próprio conceito: o Estrela Michelin, Leonel Pereira, com a cozinha oriental do Thai Brás, o chef José Domingos, com o Portuguese Lab, o chef Louis Anjos, com massas frescas e combinações únicas no My Pasta e o chef Guy Doré e o seu G’s Bistro, uma referência da gastronomia francesa.