A Collegiate abriu uma das primeiras residências de estudantes profissionais perto do Marquês de Pombal, em Lisboa. O formato de 330 camas é o primeiro da operadora em Portugal. Eri Cuanalo, CEO da Collegiate ACs fala sobre este novo formato e sobre o mercado português.

163

Como é que entrou no Setor de Alojamento para Estudantes?

Envolvi-me na gestão de residência para estudantes há 15 anos no Reino Unido numa fase pioneira do mercado e trabalhei em centenas de projetos, provavelmente mais do que qualquer outra pessoa. Muitos dos projetos onde estive envolvido foram muito inovadores e alguns deles foram mesmo os maiores do Reino Unido. Em conjunto com a inovação do produto, também defini uma série de novas práticas de gestão no Reino Unido que foram então adotadas pelo mercado, desde a duração do aluguer até métodos de pagamento, mas de forma a melhorar principalmente a experiência do aluno.

Frustrado pela falta de enfoque na experiência do aluno, criei a Collegiate no início da década, há sete anos atrás, para me especializar numa oferta para estudantes que fosse líder a nível mundial e que trouxesse uma maior liquidez aos investidores que desejassem investir no setor.

Porquê investir em Lisboa?

Há cinco anos atrás, tivemos uma discussão com um dos nossos parceiros do Reino Unido sobre levar o produto Collegiate para a Península Ibérica (ajudou o facto de eu falar espanhol!) e fez com que expandíssemos os nossos sistemas, estruturas e organização para a Península Ibérica. Pouco depois, fomos abordados por outro grupo sobre Lisboa, a Temprano Capital Partners, apoiado por um investidor americano, WP Carey. A Temprano já tinha uma grande experiência em imóveis, mas não tinha a certeza se este projeto para estudantes era viável e se poderiam encontrar um parceiro operacional adequado. Fiquei muito entusiasmado com Lisboa e viajei para visitar o local. A Temprano também enviou a sua equipa para nos visitar no Reino Unido e ver alguns dos nossos projetos, para que pudéssemos entender a filosofia uns dos outros e os objetivos da WP Carey. Acabámos por embarcar em conjunto num projeto de design, promoção e construção que levou a Collegiate ao Marquês de Pombal.

Quais são as suas primeiras impressões do investimento em Portugal?

Como em qualquer novo mercado, é necessário um parceiro local para as fases de promoção e construção, e também responder às novas exigências de mercado em termos de gestão e requisitos legais. Avançámos com cuidado, mas ainda tivemos uma série de surpresas! O que também descobrimos foi que as autoridades locais, embora insistissem nas exigências locais, foram uma grande ajuda, inclusive a superar os desafios - eram colaborativas, e não obstrutivas, e isso é uma lufada de ar fresco. 

Quais são as suas primeiras impressões do investimento em Portugal?

Como em qualquer novo mercado, é necessário um parceiro local para as fases de promoção e construção, e também responder às novas exigências de mercado em termos de gestão e requisitos legais. Avançámos com cuidado, mas ainda tivemos uma série de surpresas! O que também descobrimos foi que as autoridades locais, embora insistissem nas exigências locais, foram uma grande ajuda, inclusive a superar os desafios - eram colaborativas, e não obstrutivas, e isso é uma lufada de ar fresco. 

Qual é o próximo passo para a Collegiate aqui em Lisboa e a nível Ibérico?

O nosso objetivo é estabelecer uma posição rápida de liderança de mercado em toda a Península Ibérica. Já temos mais de 6.000 apartamentos novos de última geração em construção e esperamos duplicar este valor até 2020.

Para além disso, esperamos ajudar as Universidades da Península Ibérica a melhorar o seu fornecimento interno com a nossa experiência e o capital de investimento dos nossos parceiros.

O que sente por Lisboa e por Portugal?

Tenho de confessar que me apaixonei por Lisboa e pelos seus arredores. A comida e a qualidade de vida são para mim, as melhores que já vi no mundo, assim como o golfe... Já fiz planos para fazer uma casa no campo, fora de Lisboa. Se tivesse a oportunidade de estudar em Lisboa, usufruir de uma educação de nível internacional e ficar numa residência de estudantes equivalente a uma das nossas, não teria pensado duas vezes… por isso tenho inveja dos nossos estudantes residentes!